12 Dezembro 2011

Cadernos DIY

Ah meu caderninhoNº1Nº2Nº3Nº4Nº5
Cadernos DIY, um álbum no Flickr.
Ninguém gosta de falar em falta de dinheiro e tempos de crise, mas é fato para muita gente neste final de ano. Pensando nisso, me inspirei em uma embalagem de cereais que já estava indo para o lixo reciclável e, ao desmontá-la, percebi que o papelão tinha o lado interno lindo, além de ser bem grosso. "Hum, quem sabe não posso fazer uns caderninhos fofos e despretenciosos para serem levados na bolsa?". Eu usei materiais que tinha em mãos, como o bom e bem velho grampeador, a mais velha ainda borracha, e só a fita adesiva craft que eu tinha comprado recentemente no Kalunga. fiz outros cadernos de formato menor usando um papelão que estava guardado há anos, e usei carimbos feitos de rolha para decorá-los (é o mesmo princípio de esculpir na batata cozida com a vantagem de durar muito mais). Espero que as fotos possam mostrar o que fiz e qualquer dúvida, por favor, é só comentar!

Via Flickr:
Como fazer sketchbooks à partir de uma caixa de cereais, sobras de papelão e papel sulfite que sobrou do material escolar, ou folhas daquele caderno universitário que já deu o que tinha que dar.

06 Outubro 2011

Mania de cupcake

De volta ao Brasil e com a mala cheia de idéias inspiradoras, passei essas semanas fora do ar para ajeitar minhas aquisições (livros, ingredientes, coisinhas de cozinha e mais livros) e, claro, ocupar a mente pra aliviar (ou tentar) a saudade. Assim que cheguei minha mãe havia comprado uma caixinha de cupcake da Oetker, todo rosinha e com confeitos meigos (que fofo) e esse foi meu primeiro passo no mundo maravilhoso do baking. Ontem eu arrisquei uma receita de cupcake que vi naquele livro mencionado no post anterior, uma espécie de pão de ló de cenoura, que não vai manteiga, e cobertura de cream cheese com água de flor de laranjeira (ui), parece estranho mas o cream cheese com açúcar de confeiteiro e a água de laranjeira dá um toque todo exótico e perfumado (e não fica salgado, não!).
Não é só a cara deles que ficou boa, o gosto é maravilhoso e a textura é muuuito leve. Comparado com o cupcake de caixinha semi-pronto é muito superior, já que dá pra sentir todos os sabores da massa (a textura da cenoura e as raspas de limão, humm). Bom, mas nada contra os bolos de caixinha, pelo contrário, acho que eles são um grande quebra-galho e uma grande escola para iniciantes, ainda mais crianças que querem ajudar na cozinha. E como estou de muito bom humor eu passo aqui a receita dessa iguaria para o seu chá da tarde.


Cupcakes Vegetarianos 

Massa:
200g de farinha com fermento
1 colher de sopa de fermento em pó
Pitada de sal
3 ovos
175g de açúcar
200g de cenoura ralada
Raspas de 1 limão

Para a cobertura:
100g de cream cheese
25g de manteiga
1 colher de sopa de água de flor de laranjeira (ou água de rosas)
Granulado colorido ou qualquer decoração que desejar (desde que comestível, né?)

Pré aquecer o forno em 180°C. Misturar a farinha, o fermento e o sal. em outra vasilha bater os ovos com o açúcar com os ovos até ficar uma mistura cremosa e mais esbranquiçada. Adicionar a farinha aos poucos misturando suavemente. Adicionar a cenoura e as raspas de limão. Colocar 3/4 da massa em forminhas para cupcakes (deve ser própria para forno!) dentro de forminhas de metal (ou formas para muffins forradas com papel manteiga) e em uma assadeira. Assar por 20 minutos, depois retirar do forno e deixar descansar por 5 minutos, em seguida retirar da forma de metal e colocá-los numa grelha para esfriar (algo que permita arejar o cupcake por baixo para não acumular umidade). Bater o cream cheese com o açúcar e a manteiga com um mixer, colocar sobre os cupcakes já frios com o auxílio de uma colher de sobremesa. Cobrir com os confeitos ou granulados, o que preferir. Rende 12 cupcakes.

Espero que gostem, eu fiz os meus cupcakes com a água de flor de laranjeira mas já vou experimentar com água de rosas na próxima vez, adoro um perfume...

02 Setembro 2011

Tudo feito à mão e Alice

Minha febre por Alice in Wonderland começou em julho, quando comprei dois jogos muito comentados (para PC): Alice Madness e a primeira parte, American McGee´s Alice. Eu nunca fui muito fã de jogos mas depois de  ouvir falar muito desses dois jogos, me rendi e instalei. Amei! É BEM sombrio e sanguinolento com nuances psicopatas, definitivamente não é um jogo para criancinhas. Bom, e continuando nas referências do universo de Lewis Carrol, folheando uma Marie Claire inglesa li uma resenha sobre um livro de crafts de uma das editoras da mesma revista (bom mesmo é ter jabá assim...) que usa a história de Alice como referência para todos os trabalhos, Everything Alice. Fiquei babaaaando pra comprar o livro, mas depois pensei melhor: por que não comprar o próprio livro original e deixar que a própria história me inspire também? E pra ser ainda melhor achei um livro com as duas histórias, Alice in Wonderland e Through the looking-glass, esta última que inspirou o roteiro do mais recente filme de Tim Burton.
E como o tema chá da tarde, tea party e bolos em mente, achei um livro incrível sobre bolos, cupcakes, biscoitos, scones e outras guloseimas típicas inglesas, com o passo a passo bem didático e explicações bem básicas para principiantes (como eu) no assunto. Não vejo a hora de por a mão na massa, literalmente, e fazer uma tarde bem gostosa em um final de semana mais friozinho, com muito chá, claro.
Ah, e planos em vista, negócios, negócios... Esse livro Handmade Marketplace é uma jóia pra quem é crafter e quer montar sua loja virtual, participar de feiras e promover seu produto. Quando eu li o "roteiro pré-feira de artesanato" eu me lembrei da minha primeira feira, em Niterói, e do trabalho que deu! Parece moleza, mas não é MESMO! Depois de ter vivido na real o que é ficar um dia inteiro ali na expectativa de alguém comprar uma coisinha que seja, eu dou o maior valor para tudo o que é feito à mão.



Vai lá:
  1. Alice´s Adventures in Wonderland and Through the Looking-Glass, Lewis Carroll, Penguin Classics.
  2. Handmade Marketplace, Kari Chapin, Storey Publishing.
  3. Cakes, Pam Corbin, Bloomsbury.

29 Agosto 2011

Lembranças doces

Em um domingo de sol, meu namorado e eu estávamos olhando umas lojinhas por aqui em Devon e achamos essa loja de doces, tão pequena mas tão charmosa, que não deu outra: tivemos que nos render ao cheiro de açúcar e ganhar umas calorias a mais. Engraçado como doces nos remetem à memórias de infância, eu nunca fui uma super viciada em doces, mas como qualquer criança, adorava um docinho. Naquela época brigadeiro era feito em casa e enrolado na mão, assim como o bolo de aniversário e todas as outras guloseimas, eram mães, tias e avós que faziam. Refrigerante era só em garrafas de vidro (os "vasilhames" colecionados no fundo do quintal) que eram trocados no supermercado por garrafas cheias... Organizar uma festinha de aniversário dava um certo trabalho, e acho que por isso mesmo tudo tinha um sabor muito especial. Outro dia minha mãe me mostrou um convite de aniversário da minha festa de 6 anos, que ela fez no mimiógrafo (ah! direto do fundo do baú!) à 3 cores, e imediatamente eu lembrei daquele dia, de levar as garrafas de refrigerante e bolo, cuidadosamente arrumados num carrinho de feira, até a minha escolinha, que ficava a alguns quarteirões de casa. Ver aquele convite 30 anos depois foi como achar um tesouro esquecido. E cá estava eu, de novo, me lembrando de doces de infância, numa loja fofa, na Inglaterra. Alguns doces eram meus velhos conhecidos, como o pirulito em forma de chupeta, mas eu vi uns ratinhos coloridos, feitos de açúcar, que logo me apaixonei. E essa semana, passeando pelos meus links favoritos, achei uma iguaria parecida, também inglesa e em forma de ratinho, mas que é feito de suspiro, no Superzíper. Não posso dizer que tenho apenas um doce de infância, mas a idéia de bolo de aniversário é a lembrança mais forte, minha mãe sempre fez bolos para nós em casa, todos os tipos, cores e formatos. E vocês, quais os doces que marcaram a infância



Sugar mouse!

05 Agosto 2011

Maquiagem de emergência

Era uma segunda feira de julho, um dia ensolarado de verão, sentados na principal esquina de Glastonbury, no que seria apenas um dia de passeio à aquela cidade, que decidimos ficar por mais um dia. Até então só havíamos comprado os ingressos para visitar a Abadia, mas foi depois de ter dado uma olhada nos livros da lojinha de souvenires é que me dei conta do que aquele lugar significava. Eu vi várias referências ao rei Arthur, ao Santo Graal, à Avalon e a José de Arimatéia... espera um pouco... O túmulo de Arthur e Guinevere? A Torre de São Miguel (Glastonbury Tor) que teria selado a entrada para o Mundo Inferior? Esse lugar estava cheio de referências a lendas tão famosas que precisaríamos de mais tempo pra olhar tudo. O hotel especialmente escolhido foi aquele logo ali, bem próximo de onde estávamos, o The George and Pilgrim´s Hotel ( para continuar no clima de passado histórico: o mesmo hotel que o rei Henrique VIII se hospedou para assistir à demolição da Abadia, em 1539). Legal, decisão tomada, fomos ver nosso quarto: imagine um prédio de 3 andares com mais de 500 anos, cheio de vigas tortas e inúmeros ruídos a cada passo subindo a escada, que coisa mais linda! O funcionário que nos atendeu mencionou alguma coisa sobre fantasmas, mas deixamos isso para mais tarde, na volta do passeio. Primeiro precisávamos de recursos extras, afinal estávamos com a roupa do corpo apenas. Felizmente havia uma farmácia Boots logo em frente do hotel. Kit básico de emergência: pasta e escova de dente, desodorante, protetor de calcinha (nunca saia de casa sem ele) e pomada (cabelo curto é prático mas o meu está longe de ser só lavei e saí). E quanto à roupas? Juro que não é frescura mas sim pura necessidade, porque eu transpiro MUITO nas axilas e não poderia contar com minha camiseta pro dia seguinte depois de uma tarde de caminhada intensiva debaixo de um sol de 30 graus. Por sorte as lojas ainda estavam abertas (aqui tudo fecha tão cedo! 4 da tarde e estão fechando as portas, se estiver com sorte você acha alguma loja aberta até as 5) e justamente o que eu precisava: uma charity shop. Aqui na Inglaterra a maior parte dos "brechós" são de entidades filantrópicas (Cruz Vermelha, Exército da Salvação, Cancer Research, etc.) e os objetos, livros e roupas são vendidos a preços simbólicos e tudo em ótimo estado. Foi a minha sorte achar uma camiseta e uma  saia combinando, por 12 libras no total, e ainda por cima uma saia tão bacana da French Connection, ui! O drama da roupa decente pra jantar fora estava resolvido, eu já não iria mais ao pub com a mesma camiseta suada, amém. E o tal do make de emergência, onde entra? Pois é, depois do banho (shampoo e sabonetinho de hotel quebram um galho imenso) e com uma cara completamente lavada, coisa rara de acontecer à noite, eu usei o único recurso disponível que eu sempre carrego: batom vermelho. Na verdade ele não é vermelho propriamente dito, mas um framboesa bem fechado e mate da Contém1g ( raspberry mate cremoso) que também funcionou como blush, já que ele é bem sequinho. A embalagem é ótima porque vem com um espelhinho, como podem ver na foto tosca do meu celular:
O batom salva-vidas

video
Glastonbury Abbey

The George and Pilgrim´s Hotel (o homem sentado tranquilamente vigiado pelo cavaleiro)

Glastonbury Tor


P.S.: Quanto ao(s) fantasma(s) no hotel só posso dizer que foi a noite mais estranha da minha vida. Não "vi" nada mas eu acordei várias vezes durante a noite com a impressão de estarmos sendo observados. Booo!

26 Julho 2011

A busca pela trilha sonora

Comecei meu primeiro blog em 2004 e naquela época o Blogger era bem mais simples, a maior parte dos gadgets, por exemplo, você é que tinha que implantar no meio do código do template, era uma zona (no meu caso que não dominava o assunto). Bom, eu podia não ser o Mestre do Script mas pelo menos eu sabia o que era ruim em um blog. Na minha modesta opinião a coisa mais chata era uma página que ao abrir começava a tocar uma música assim que era aberta e, geralmente sempre era uma música que invariavelmente eu odiava. Concordo que seria bacana, naqueles tempos, disponibilizar uma playlist com várias opções, ou algo como o bom e velho rádio de pilha ao lado da sua escrivaninha, o Walkman tocando suas fitas cassete enquanto escrevia na agenda, ops, acabei indo muito além no túnel do tempo... Opa, espera aí: playlist e rádio, no blog, sim! Xeretando pelos blogs conhecidos, de amigos e algumas pesquisas no Google descobri muitas ferramentas bacanas, e o melhor, gratuitas!


  1. Mixpod: Você se cadastra, cria a sua lista de músicas já pré-existentes, ou seja, são links de músicas ou vídeos hospedados em outro domínio (Youtube, p.e.). O design do player é muito bacana, você escolhe um template igual a um iPod e escolhe a cor.     
  2. Radiotuna: Como o nome diz é uma estação da rádio. Uma, não, são milhares, à sua escolha e de acordo com seu gosto musical. É bem prático porque não precisa criar nenhuma lista, só buscar o gênero musical e tocar. Além de ter um player para o seu website tem também um para o seu desktop. Tem um design muito bacana, pode ser personalizado.    
  3. Grooveshark: Esse é o que estou usando agora e adorando! Dá um pouco mais de trabalho porque escolhi usar os arquivos do meu computador, mas também tem opção de rádio e salvar as músicas em uma playlist, entre outras funcionalidades. Este aplicativo é bem funcional e o melhor é que permite fazer os uploads de arquivos de uma mesma pasta ao mesmo tempo. Ah, e depois de criada a conta, a lista de músicas, gerado o mini-player, hospedado no seu blog, ufa, você não precisa ficar atualizando o código do gadget porque as novas músicas adicionadas no Grooveshark são atualizadas automaticamente no seu player. Parece bobeira mas eu já experimentei um aplicativo que precisava atualizar TODA vez que mudava ou adicionava uma música (inferno).
Espero ter sido clara e que possa ter ajudado alguém, também. E se alguém quiser sugerir outro gadget bacana, tiver alguma dúvida, é só comentar (vou adorar)!
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Obs.(1): Não sei por quê mas hoje não estou vendo o link de comentários aqui mas se você clicar no título do post, os comentários aparecem normalmente no final, belê?
Obs.(2): Não estou sendo patrocinada ou ganhando qualquer coisa dessas empresas mencionadas, meu intuito é apenas mostrar serviços e produtos que funcionam.

24 Julho 2011

7 ervas e Maria Betânia

Domingo nublado mas com uma brisa morna foi minha inspiração pra sair de casa e fazer uma caminhada longa. No iPod sempre deixo no shuffle pra ouvir playlists aleatórias, mas quando comecei a ouvir a Maria Betânia eu deixei tocando o Cd todo. Ah, ouvir as palavras sertão e cerrado me trouxe a maior saudade de casa... Saudade do arroz com feijão, do artesanato com pano de chita, os vendedores ambulantes gritando, o caos do centro de São Paulo e, meu Deus, sentar debaixo de um guarda-sol na praia perto de um quiosque/barraca que vende cerveja. Incrível como os ingleses, num verão tão bonito, não tem as mesmas "regalias" que nós temos. Ok, é pelo bem social, pela limpeza das praias, mas até agora não vi ninguém bebendo alguma coisa alcoólica na praia (provavelmente nem pode). Imagine estar num calorão de 30 graus e se tiver vontade de tomar uma cerveja vocé tem que recolher sua tralha toda e ir ao pub. Mesmo que for bem perto você tem que... sair da praia. Pois é, nenhum mundo é perfeito: nós temos a liberdade, eles tem a ordem. E falando em Brasil, eu estava devendo uma "receita" de vaso de 7 ervas para uma amiga aqui e, graças ao tradutor (aqui ao lado), meu problema foi resolvido. É uma tradição muito comum nos lares brasileiros ter um vaso desses, geralmente na porta da entrada, onde acredita-se barrar as energias negativas, principalmente olho gordo (inveja).

Vaso 7 ervas
•Arruda (Ruta graveolens)
•Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia sp.)
•Pimenta (Capsicum annuum)
•Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata)
•Manjericão (Oncimum basilicum)
•Alecrim (Rosmarinus officinalis)
•Guiné (Petiveria alliacea)

 Existe uma versão bem conhecida, que substitui o comigo-ninguém-pode pelo trevo-de-quatro-folhas (Oxalis deppei).

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